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Faxina de começo de ano: os impactos da limpeza e organização na saúde mental

Alguns pulam ondas, outros fazem listas de metas. Porém, para quem quer começar o ano com o pé direito, uma bela faxina pode ser uma excelente dica. Parece óbvio que uma casa limpa e organizada provoca bem-estar físico e mental. No entanto, o que muita gente não sabe, é que a ciência já explica por que a limpeza e a organização do ambiente impactam positivamente o comportamento humano e a nossa saúde mental.


A bagunça e a mente

Em maior ou menor grau, um espaço sujo e bagunçado costuma gerar certo incômodo, não é mesmo? Essa sensação, contudo, não é apenas uma má impressão. Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Neurociência da Universidade de Princeton, a bagunça é traduzida para o nosso cérebro como um excesso de estímulo visual, o que atrapalha o foco e o processamento de informações. Quanto maior é esse excesso, mais cortisol (o conhecido hormônio do estresse) o nosso corpo libera.


Já as pesquisadoras Darby E. Saxbe e Rana Repetti, da Universidade da Califórnia, promoveram um estudo com 60 famílias e concluíram que a bagunça traz efeitos diretos sobre a regulação do humor e a autoestima do indivíduo. No estudo se verificou que as famílias que viviam em casas desorganizadas tinham maior probabilidade de se sentirem deprimidas do que aquelas que viviam em ambientes limpos e arrumados.


Os cientistas apontam que o ambiente organizado contribui na diminuição do estresse e da ansiedade, auxiliando no funcionamento do cérebro. Isso vale não apenas para a nossa casa, como também para o ambiente de trabalho. Não é à toa que uma mesa limpa e com poucos estímulos visuais pode nos ajudar a ter mais foco e, consequentemente, maior produtividade.

Faxina mindfulness

Não apenas fazer uma faxina, mas principalmente, colocar intenção na limpeza pode ser um diferencial quando se trata de saúde mental. Arrumar a cama, lavar a louça, passar um aspirador de pó ou mesmo um pano no chão podem ser atividades extremamente relaxantes, especialmente se feitas com atenção. Para muitos, isso pode parecer irônico, mas vale a pena dar uma chance para uma prática de mindfulness associada à faxina. Segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Flórida, apontou que estudantes que lavavam a louça de forma intencional, ou seja, prestando a atenção nos movimentos e na interação com a esponja e o sabão, experimentaram 27% de queda no nervosismo e 25% de aumento na inspiração quando comparado a um grupo que lavava a louça associado a outras atividades, como ouvir música ou conversar com um colega, por exemplo.


Felicidade através da organização

Marie Kondo se tornou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a Revista Time. No livro “A mágica da arrumação”, a autora japonesa propõe formas nada convencionais para organizar o próprio espaço. Uma delas é reunir todos os objetos da sua casa em um lugar só, pegar um por um e responder à pergunta “esse objeto me traz alegria?”. Caso a resposta seja não, a pessoa deve agradecer o objeto e, na sequência, descartá-lo. O método Kon Marie, destoante de qualquer técnica de organização, chamou a atenção do mundo, especialmente depois que os adeptos começaram a declarar que a arrumação não trazia apenas bem-estar físico, como principalmente mental.


Para muitos, Marie Kondo revolucionou a arrumação principalmente porque ensinou que podemos nos desfazer daquilo que não nos serve mais com amorosidade. Esse método para muita gente, transformou-se não apenas em uma técnica de arrumação, mas principalmente em um processo terapêutico que reúne tanto os benefícios da organização para o nosso cérebro, quanto para as nossas emoções.


Faxina de começo de ano: como começar uma

Como mostramos aqui, não faltam evidências científicas de que uma boa faxina pode sim beneficiar a nossa saúde mental. Porém, pode ser que algumas pessoas se sintam sobrecarregadas para dar o primeiro passo.


Não é preciso limpar todos os cômodos de uma vez, ou fazer uma mega limpeza para se sentir melhor. Muitas vezes começar pequeno, focando apenas em um espaço da casa, ou mesmo na mesa de trabalho, já é uma medida que traz uma boa sensação de bem-estar.


Ao limpar e arrumar as próprias coisas, além de nos desfazermos do que não nos serve mais, acabamos acionando lembranças afetivas que também nos trazem conforto. O processo de separar, organizar e arrumar também auxilia o processo de tomada de decisões, gerando maior confiança quanto a ele.


2022 já começou e cuidar da nossa saúde mental não precisa ser mais uma meta da lista. Os cuidados com a mente podem começar em atitudes simples, cotidianas, mas que fazem muita diferença na manutenção do nosso equilíbrio.


Gostou dessas dicas para limpar a casa e cuidar da mente? Confira também nossas dicas sobre livros sobre saúde mental.



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