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Cuide dos seus amigos



Os introvertidos dominaram as mídias sociais. Antes do isolamento se tornar a norma, as redes sociais estavam cheias de memes sobre como é bom cancelar planos, ignorar telefonemas e sobre a dificuldade de suportar conversas. É o que revela matéria de Ann Friedman para o New York Times. Obviamente, nem introvertidos nem extrovertidos estão bem no momento. Como milhões de pessoas enfrentam um novo mês em casa, fica claro que o confinamento não é um paraíso, mesmo para quem gosta de solidão. Este é um período profundamente ansioso e triste, marcado por realidades sociais invertidas, incluindo aquelas horas e horas de bate-papo obrigatório em vídeo - o pesadelo de um introvertido. Além disso, este é um momento em que as pessoas precisam pedir apoio social, e pesquisas mostram que os introvertidos não são tão bons em buscar ajuda por outros.

Carl Jung, o psiquiatra que popularizou a teoria de que personalidades podem ser classificadas como introvertidos e extrovertidos em 1921, deixou claro que ele não considerava essas categorias absolutas e distintas. "Não existe um puro introvertido ou extrovertido", disse Jung.

Essa advertência não impediu Katharine Cook Briggs e sua filha, Isabel Briggs Myers, de pegar a ideia de Jung e transformá-la em uma metodologia de classificação de personalidade, conhecida como indicador de Tipo Myers-Briggs. No final de 1800, Cook Briggs ingressou na Michigan Agricultural College aos 14 anos e se formou como primeira aluna da sua classe, apenas para se casar e assumir os deveres de limpeza e cuidados infantis. Depois que sua filha partiu para a faculdade, Cook Briggs caiu em profunda depressão. Ela começou a ler o trabalho de Jung e ficou obcecada com a ideia de que suas teorias recém-publicadas sobre tipos psicológicos poderiam ajudar as pessoas a identificar diferenças em suas personalidades. Em 1926, Cooks Briggs tomou coragem para escrever para ele. (Para sua surpresa, Jung escreveu de volta). Foi ideia da filha Isabel transformar as teorias em um questionário.

Uma infinidade de artigos desmentiu o teste de Myers-Briggs, ou pelo menos apontou que ele não se baseia em pesquisas psicológicas testadas. Mas a popularidade persistente do questionário sugere que as pessoas adquirem um senso de pertencimento e clareza ao se classificarem com base em como socializam, aprendem, tomam decisões e planejam.


Há conforto e entretenimento para se categorizar, mas a pandemia enfatizou a natureza ilusória do binário introvertido/extrovertido. Estamos todos, por necessidade, encontrando prazer em nossos momentos sozinhos. E todos estamos desejando mais conexão com os outros.

O ponto é: isolamento não é solidão silenciosa. Um bate-papo por vídeo em grupo não é um jantar estridente. Portanto, verifique seus amigos: os introvertidos que afirmam que estão bem e os extrovertidos que claramente não estão. Nenhum de nós está bem.

Se você ou algum conhecido sente que está ansioso e precisa de apoio lidar com algum sentimento, o psicólogo é profissional indicado para ajudar a lidar com estas e outras situações. A saúde mental é uma parte integrante da saúde; na verdade, não há saúde sem saúde mental: #AmeSuaMente.

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