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As tendências do apoio à saúde mental e profissional para trabalhadores remotos



Já se passaram meses desde que a pandemia obrigou os funcionários a entrarem em um período prolongado de trabalho remoto. Existem vantagens e desvantagens, mas a transição repentina tornou o ajuste difícil para muitas empresas.


Um novo estudo da empresa Stoneside entrevistou mais de 1 mil funcionários remotos para saber o que as empresas estão fazendo para ajudar aqueles que trabalham em casa. No geral, os funcionários se sentiam bem com a cultura da empresa antes da pandemia, com 77,7% dizendo que a classificariam como positiva, embora a Covid-19 tenha causado impactos nas relações.


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Pessoas que trabalhavam presencialmente antes da quarentena tinham três vezes mais chances em comparação àquelas que já estavam acostumadas com o home office de dizer que a cultura da empresa estava pior desde o início da crise sanitária. Quase 92% das pessoas já acostumadas com o trabalho remoto disseram que a cultura da empresa permaneceu a mesma ou melhorou. Para elas, esse momento provavelmente não abalou a rotina de trabalho tanto quanto abalou a rotina daquelas que tiveram que se adaptar com o novo sistema.


De acordo com o estudo, o senso de conexão dos funcionários com colegas de trabalho e gerentes também sofreu algumas mudanças em 2020. Enquanto a maioria das pessoas relatou sentir o mesmo nível de ligação com colegas (51,5%) e superiores (46%), algumas delas experimentaram variações negativas e positivas. Um em cada quatro entrevistados disse se sentir menos conectado aos colegas de trabalho e 30,1% disseram o mesmo dos gerentes. A falta de um contato direto pode fazer com que os laços e amizades formados no escritório diminuam ou desapareçam. Mas sentir-se conectado aos colegas de trabalho pode ter um impacto positivo na produtividade e na saúde mental dos funcionários.


Quase 56% dos entrevistados disseram que a pandemia prejudicou seu relacionamento com a equipe. Dada a quantidade de estresse que esse período gera, não é exagero pensar que isso impacta até mesmo as melhores relações de trabalho. Quase 43% das pessoas que não trabalhavam remotamente disseram que estão interagindo menos com colegas. Os entrevistados que já faziam home office disseram que estavam interagindo mais com os colegas de trabalho desde a pandemia. Isso indica que os funcionários que já possuíam sistemas e hábitos de comunicação enquanto remotos são bem mais equipados para manter essas conexões em uma crise. Além disso, os eventos de socialização virtual não parecem ser amplamente adotados, com apenas 31,8% das pessoas relatando ofertas da empresa de happy hours virtuais, 29,7% com chats de café e 24,8% com jogos ou curiosidades.


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Quando questionados sobre as vantagens, recursos e iniciativas que o empregador ofereceu durante o isolamento social para ajudar a manter a cultura da empresa e tornar a transição para o trabalho remoto mais fácil, apenas 39% disseram que foi fornecido recursos de saúde mental. Os funcionários sentiram que as ofertas mais eficazes nesse momento eram remunerações extras (36%), ajuda psicológica e programas de bem-estar (33%).


Mas o trabalho remoto não vai acabar tão cedo. Segundo uma pesquisa da Enterprise Technology Research, dos Estados Unidos, a porcentagem de trabalhadores remotos em tempo integral em todo o mundo dobrará de 16,4% antes do surto do novo coronavírus para 34,4% em 2021.


Scott Shute, head de mindfulness do LinkedIn, afirma: “Em 2021, a liderança precisará repensar uma nova cultura híbrida, pois muitos de nós continuaremos a trabalhar, em tempo parcial ou integral, juntos”, disse, defendendo um local de trabalho mais humanizado onde os funcionários são tratados como pessoas em primeiro lugar, e trabalhadores em segundo, com folga pessoal, sessões de mindfulness, gerenciamento do esgotamento e recursos de aprendizagem online. “Para ajudar os colaboradores do LinkedIn, criamos Mindful Moments, um programa de aprendizado online individualizado sobre essa prática”, disse.


A pandemia de Covid-19 mudou a natureza do trabalho – e as culturas das corporações estão evoluindo junto. No geral, as transformações e ofertas das empresas, como recursos de saúde mental, remunerações e programas de bem-estar, são eficazes para ajudar os funcionários a se sentirem apoiados e conectados a elas e a manter o envolvimento e a produtividade no trabalho.


O Instituto Ame Sua Mente incentiva conversas mais abertas sobre o tema da saúde mental. Uma em cada quatro pessoas experimenta problemas de saúde mental e falar sobre o assunto ajuda a quebrar o estigma e a discriminação que muitas pessoas ainda enfrentam - facilitando que todos se beneficiem do apoio das pessoas ao seu redor. Cuide da sua saúde mental e cuide dos seus.


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